domingo, 10 de julho de 2022

Lançamento oficial do livro (Quase) Todos os Segredos das Cachaças Gaúchas.

Autores agradecem a equipe, patrocinadores e produtores gaúchos.

No dia 07 de julho de 2022 aconteceu o lançamento oficial do livro (Quase) Todos os Segredos das Cachaças Gaúchas – Cultura e história da cachaça no Rio Grande do Sul que resgata a importância desta bebida e do cultivo da cana-de-açúcar para a formação cultural, econômica e histórica do Estado. Publicado com apoio da Lei de Incentivo à Cultura estadual, este trabalho dos autores Antonio Silvio Hendges e Leomar De Bortoli tem o apoio da LNF Latino Americana, Multimóveis, PCR Metais e RG Inox que possibilitaram a pesquisa realizada pelos autores e a publicação pela Facchin Editora. A produção cultural é da Atlanthica Associação Cultural e Literária dos Amigos da Natureza, História, Cultura e Arte do município de Bento Gonçalves na Serra Gaúcha.

sábado, 18 de junho de 2022

Estiagem diminui produção de cana-de-açúcar e derivados no RS.

Cultivo da cana-de-açúcar no Vale do Rio Taquari.
A produção de cana-de-açúcar e derivados como a cachaça, açúcar mascavo, melado e rapaduras será menor em 2022 do que nas safras anteriores no Rio Grande do Sul. O principal fator desta diminuição foi a longa estiagem que aconteceu em todas as regiões do Estado e que influenciou não apenas este cultivo, mas  a agricultura gaúcha em todas as atividades. Foram vários anos com chuvas abaixo da média e em alguns locais os recursos hídricos desapareceram obrigando ao abastecimento externo das famílias e comunidades. A agricultura familiar e as agroindústrias foram muito impactadas nesta emergência climática.

sexta-feira, 27 de maio de 2022

Destilaria Weber Haus, 74 anos de conquistas.

Caninha Primavera, 1ª marca comercial da Weber Haus. Foto @zetoteloken
No dia 1º de junho a Weber Haus está de aniversário, 74 anos da fundação da empresa em 1948 por José Weber. Mas já nessa época a família Weber produzia cachaça há 100 anos, desde 1848. A produção inicial atendia ao mercado local da região de Ivoti/RS e era comercializada na porta do alambique diretamente com os consumidores. Os poucos excedentes eram armazenados em um tonel de cabriúva com 500 litros e levados até Novo Hamburgo/RS em uma carroça puxada por duas juntas de bois, onde era vendida ou trocada nas casas comerciais e vendas locais por outras mercadorias indispensáveis à família.

Em 1968, o filho de José Weber, Hugo Weber e sua esposa Eugênia lançaram a primeira marca comercial da empresa, a Caninha Primavera em garrafas de 600 ml e envelhecida em cabriúva. O nome da marca, uma homenagem à estação climática preferida dos imigrantes alemães que sempre comemoraram a chegada da primavera no sul do Brasil. A distribuição era realizada diretamente nos pontos de vendas e consumo em engradados de madeira e utilizando uma Kombi como meio de transporte.

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Talk Show das Cachaças Gaúchas na 14ª Envase Brasil.

14ª Envase Brasil, Bento Gonçalves/RS.
A Envase Brasil é uma feira organizada para facilitar a geração de novos negócios entre os principais fornecedores de tecnologias, produtos e serviços no setor de embalagens na América Latina com enfoque na apresentação de máquinas, equipamentos e soluções para as indústrias de bebidas e alimentos, vinhos, espumantes, sucos, refrigerantes, cervejas, água mineral, cachaças e destilados, azeite de oliva, laticínios e seus derivados.

sábado, 9 de abril de 2022

O cultivo da cana-de-açúcar no Rio Grande do Sul.

Canavial na Cachaçaria Pasieka em Alecrim/RS na divisa com a Argentina.

A cana-de-açúcar chegou ao Rio Grande do Sul mais tarde do que no restante do país em que o cultivo e a produção dos seus derivados como o açúcar e a cachaça começaram logo após o descobrimento. O RS até 1750 era parte da Espanha e neste ano com o Tratado de Madri aconteceu uma troca de territórios em que o atual território gaúcho passou para os portugueses que iniciaram a colonização em 1752 com o envio de casais açorianos que se instalaram incialmente nas regiões litorâneas. Foram estes imigrantes açorianos que trouxeram as primeiras mudas de cana diretamente das ilhas portuguesas.

terça-feira, 29 de março de 2022

Colônia do Pito - Três Palmeiras/RS.

A Vinícola Antonio Dias está situada na região gaúcha do Alto Uruguai no município de Três Palmeiras em solos com relevos de coxilhas, pedregosos, bem drenados e boa fertilidade. Em atividade desde 2004 com o início dos cultivos, em 2007 iniciou a produção voltada para o mercado de vinhos e espumantes de qualidade com produção limitada dos rótulos.

A propriedade com cinco hectares produz além dos vinhos, espumantes e sucos, as cachaças Colônia do Pito, homenagem ao primeiro nome da localidade, uma antiga parada dos tropeiros. Após a produção é armazenada dois anos em inox e parte envelhecida um ano em barris de carvalho francês anteriormente utilizados para envelhecimento de vinhos.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Definida Audiência Pública sobre o novo Padrão de Identidade e Qualidade da cachaça.

A Audiência Pública para a avaliação da proposta do novo padrão de identidade e qualidade da cachaça previsto na Portaria 339/2021 será realizada no dia 03 de março de 2022, das 9 às 18 horas em sistema online. As informações sobre o acesso estão na página do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e para acessar clique aqui.

O objetivo desta audiência é permitir a participação e sugestões das entidades e pessoas interessadas e a exposição técnica dos órgãos sobre os tópicos relacionados e pré definidos pelo grupo de trabalho que avaliou as proposições recebidas durante o período da consulta pública.

Uma das proposições é a que permite a denominação “cachaça de alambique” na classificação dos produtos e diferencia este método de outras formas de destilação ou da mistura de produtos com origens diferentes.

a) Cachaça de alambique quando for produzida exclusivamente e em sua totalidade em alambique de cobre;

b)  Cachaça, quando for produzida por outro método de destilação ou pela mistura de cachaças oriundas de diferentes métodos de destilação.

Uma das propostas polêmicas da nova identidade da cachaça é a que permite a maturação das bebidas com chips e lascas de madeiras desde que este processo não seja confundido com o envelhecimento em barris e esteja descrito nos rótulos de forma que não confunda ou induza os consumidores em erros

O uso de alambiques com as paredes internas, colunas e capitéis exclusivamente de cobre também está previsto na nova norma que definirá os padrões de identidade e qualidade das cachaças e aguardentes.

Participe da Audiência Pública sobre o novo Padrão de Identidade e Qualidade da cachaça.

 Clique aqui 

sábado, 5 de fevereiro de 2022

Cachaça de alambique (Portaria 339) terá audiência pública.

Alambiques Limana - Clique aqui.

O Grupo de Trabalho do Ministério da Agricultura que avaliou as propostas para o novo Padrão de Identidade e Qualidade da Cachaça proposto pela Portaria 339/2021 que substituirá a IN 13/2005 encerou as suas atividades. Em breve agendará uma audiência pública para o debate das mudanças propostas no período da consulta pública e validar a redação final da nova legislação.

Uma das proposições da Portaria 339 é a que permite a denominação “cachaça de alambique” na classificação dos produtos, diferenciando este método de outras formas de destilação ou da mistura de produtos com origens diferentes.

a)   Cachaça de alambique quando for produzida exclusivamente e em sua totalidade em alambique de cobre; 

b)  Cachaça, quando for produzida por outro método de destilação ou pela mistura de cachaças oriundas de diferentes métodos de destilação.

O termo não será obrigatório como estava previsto, mas opcional, o que permitirá que os produtores decidam se desejam utilizar esta denominação ou continuarem identificando seus produtos apenas como cachaça. Assim, o termo cachaça não será mais exclusivo das destilações em coluna como estava expresso na redação original da Portaria 339, no entanto para ser cachaça de alambique terá que ser 100% produzida por este método em alambiques de cobre.

Extra Premium, Premium e Reserva Especial.

A redação original da Portaria 339 vetava o uso das expressões Extra Premium, Premium e Reserva Especial, mas o texto final autoriza que os produtores utilizem em seus rótulos estas denominações desde que de acordo com a definição legal para cada produto. As envelhecidas continuam sendo na proporção mínima de 50% de envelhecidas por ao menos um ano em barris para 50% de outras mais jovens ou pratas.  Armazenadas continuam sendo as que não se enquadram nos itens anteriores.

Outras expressões como artesanal, colonial, da roça, descansada, familiar, natural, pura, repousada ou outras expressões superlativas estão vetadas, inclusive nas marcas nas quais não será possível utilizar adjetivos em suas identidades.

Alambiques Santa Efigênia - Clique aqui.

Alambiques de cobre

Na redação original a Portaria 339 previa o uso de alambiques 100% de cobre com todas as partes, incluindo-se as tubulações, serpentinas, porta alcoômetro e torneiras de vazão de cobre, mas na redação final ficou estabelecido que são indispensáveis que as paredes internas das panelas, as colunas e capitéis sejam de cobre, com o restante constituídos de materiais adequados aos processos, como o aço inox, por exemplo.

Manteve-se a diferenciação entre cachaças e aguardentes com a cachaça limitada na graduação alcoólica entre 38% e 48% e as aguardentes avançando até a graduação de 54%.

A possibilidade da adição de açúcar continua limitada entre seis e trinta gramas por litro, sendo que quando acima de seis gramas deverá constar como cachaças adoçadas, inclusive nas denominadas como cachaças de alambique.

Informações da página Devotos da Cachaça e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA.