segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Cachaças e bebidas destiladas gaúchas no Concurso de Vinhos e Destilados do Brasil.

As cachaças e bebidas destiladas produzidas no Rio Grande do Sul conquistaram 25 premiações no Concurso Vinhos e Destilados do Brasil em 2021. Este é o mais importante concurso do país neste segmento e tem como objetivos reafirmar a qualidade dos vinhos e bebidas destiladas brasileiras aos consumidores, elevar a visibilidade dos participantes e promover e ampliar a abertura de mercados às bebidas nacionais.

As bebidas destiladas gaúchas sempre apresentam uma boa performance nos concursos e desta vez também se destacaram, além das cachaças foram premiados brandys, gins, grappas, runs e licores, com quatro Medalhas Duplo Ouro, catorze Medalhas de Ouro e sete Medalhas de Prata.


Valdemiz Brandy XO safra 1975, Duplo Ouro.
Imagem - Página da Vinícola Monte Reale.


Entre os destaques com a Medalha Duplo Ouro estão o Brandy Valdemiz XO, safra 1975 da Vinícola Monte Reale de Flores da Cunha - Clique aqui e a cachaça Primavera, envelhecida em cabreúva e que é a primeira marca comercializada pela Weber Haus desde 1969 - Clique aqui


Primavera, primeira marca da Weber Haus, Duplo Ouro.
Imagem - Página da Weber Haus.

Medalhas Duplo Ouro

Valdemiz Brandy XO 1975 - Vinícola Monte Reale - Flores da Cunha/RS

Buteco do Jay Extra Premium 8 Anos - Weber Haus - Ivoti/RS

Bockorny Premium Amburana - Cachaçaria Bockorny - Ivoti/RS

Cachaça Primavera Cabreúva - Weber Haus - Ivoti/RS


Medalhas de Ouro

Bockorny Extra Premium 6 Anos Carvalho - Cachaçaria Bockorny - Ivoti/RS

Cachaça Casa Bucco - Casa Bucco - Bento Gonçalves/RS

Casa Bucco Bi Destilada - Casa Bucco - Bento Gonçalves/RS

Casa Bucco Envelhecida Carvalho - Casa Bucco - Bento Gonçalves/RS

Casa Bucco 8 Madeiras - Casa Bucco - Bento Gonçalves/RS

Grappa Envelhecida Casa Bucco - Casa Bucco - Bento Gonçalves/RS

Harmonie Schnaps Bálsamo - Cachaçaria Harmonie Schnaps - Harmonia/RS

Rafael Araújo Extra Premium 4 Anos Carvalho Americano - Weber Haus - Ivoti/RS 

Velho Pescador Extra Premium 5 Anos Carvalho - Weber Haus - Ivoti/RS

Weber Haus Canela Sassafrás - Weber Haus - Ivoti/RS

Weber Haus Premium Gold 4 Anos - Weber Haus - Ivoti/RS

Rum Señor Weber Blanco - Weber Haus - Ivoti/RS

Rum Señor Weber Oro - Weber Haus - Ivoti/RS

Licor de Creme Leite Weber Haus - Weber Haus - Ivoti/RS


Grappa Casa Bucco, Medalha de Ouro.
A grappa começa a ganhar destaque entre as bebidas destiladas.


Medalhas de Prata

Casa Bucco Extra Premium 6 Anos - Casa Bucco - Bento Gonçalves/RS

Harmonie Schnaps Blend 2 Madeiras - Cachaçaria Harmonie Schnaps - Harmonia/RS

Leandro Batista Envelhecida - Weber Haus - Ivoti/RS

The Way Gin - Cachaçaria Bockorny - Ivoti/RS

Antiqua Botanic Gin - Weber Haus - Ivoti/RS

Licor de Chocolate Weber Haus - Weber Haus - Ivoti/RS

Weber Haus Orgânica Envelhecida Amburana - Weber Haus - Ivoti/RS


Bockorny Extra Premium 6 Anos Carvalho, Medalha de Ouro.
Imagem - Página da cachaçaria Bockorny - Clique aqui

Todos os resultados do 20º Concurso Vinhos e Destilados do Brasil

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

As cachaças campeãs na 44ª Expointer.

A Expointer é considerada a maior feira do agronegócio, agroindústria e agricultura familiar da América Latina, realizada anualmente no Parque Assis Brasil na área urbana de Esteio no Rio Grande do Sul.

Neste ano de 2021 a 44ª edição retomou as atividades presenciais e fez todo o esforço para novamente apresentar o que existe de mais atual nestes setores fundamentais para a economia e o desenvolvimento do RS, do Brasil e do Mercosul.

Harmonie Schnaps - Destaque na 44ª Expointer.

Uma das atrações é o Concurso de Produtos da Agricultura Familiar que destaca os vários produtos com origem na agricultura familiar e orgânica do Rio Grande do Sul, sendo pré requisito à inscrição a legalidade e inspeção pela vigilância sanitária e a participação das famílias no Programa Estadual de Agroindústria Familiar - PEAF do Governo do Estado. Os produtos avaliados por especialistas em suas respectivas áreas são avaliados nas seguintes categorias: suco de uva integral, vinho tinto de mesa seco, vinho tinto fino seco, salames, queijo colonial, mel, cachaça Prata, cachaça Premium e cachaça Extra Premium.

Neste ano de 2021 o editor deste blog e das páginas sociais @rsnoalambique, Antonio Silvio Hendges, foi convidado pela Aprodecana, a associação gaúcha dos produtores de cana-de-açúcar e derivados e pelo Departamento de Agricultura Familiar do Estado para ser um dos avaliadores no segmento das cachaças e fica aqui registrado nosso agradecimento pela consideração e reconhecimento.


Ivandro Remus de Santa Tereza/RS e a premiada Velho Alambique.


Os resultados são aguardados como muita ansiedade pelos produtores que certamente todos tem excelentes produtos, mas a premiação da Expointer é como um reconhecimento de que estão integrados na agricultura familiar e orgânica de forma integral e sustentável. Fato é que todos os participantes e competidores dos concursos da Expointer merecem os parabéns ao serem reconhecidos como parte da agricultura familiar e orgânica, da educação e consumo, da economia circular, do consumo local e da qualidade sempre indispensável e inquestionável dos produtos com origem na agricultura familiar do Rio Grande do Sul.


Prata

1º - Harmonie Schnaps - Harmonia/RS

2º - 3 Fortuna - Muçum/RS

3º - Destilados Santin - Pinto Bandeira/RS


Premium

1º - Velho Alambique - Santa Tereza/RS

2º - Weber Haus - Ivoti/RS

3º - 3 Fortuna - Muçum/RS


Extra Premium

1º - Weber Haus - Ivoti/RS

2º - Harmonie Schnaps - Harmonia/RS

3º - Destilados Santin - Pinto Bandeira/RS


quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Cachaças gaúchas na Expocachaça 2021.

No concurso da Expocachaça deste ano o Rio Grande do Sul conquistou seis premiações:

Duas Medalhas de Ouro para as cachaças Buteco do Jay blend produzida pela Weber Haus e Maria João amburana produzida em Santa Rosa na Região Noroeste do RS, próximo da fronteira com a Argentina.


Buteco do Jay (Weber Haus) - Medalha de Ouro na Expocachaça 2021.


Maria João - Medalha de Ouro na Expocachaça 2021.

Duas Medalhas de Prata para as cachaças Buteco do Jay amburana e Rafael Araújo carvalho, ambas produzidas pela Weber Haus em Ivoti na Rota Romântica.


Rafael Araújo (Weber Haus) - Medalha de Prata na Expocachaça 2021.


Buteco do Jay amburana (Weber Haus) - Medalha de Prata na Expocachaça 2021.

Duas Medalhas de Mérito Sensorial para as cachaças Harmonie Schnaps prata e amburana produzidas em Harmonia no Vale do Rio Caí.


Harmonie Schnaps - Mérito Sensorial na Expocachaça 2021.

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Cachaças e licores Valmar - Restinga Seca/RS.

Foto - Ademar Silva Júnior.

As cachaças e licores Valmar  são produzidos na histórica região da Quarta Colônia da imigração italiana na área central do Rio Grande do Sul, em uma pequena propriedade rural com a mesma denominação da marca situada no município de São João do Polêsine.

Com origem no Mato Grosso do Sul, Ademar Silva Junior, ao desempenhar atividades na localidade gaúcha de Recanto Maestro conheceu uma região ímpar em sua exuberância e encantos peculiares.

Adquiriu a propriedade que é a sede da Valmar e inicialmente dedicou-se à produção de licores e geleias com sabores extraídos de frutas e plantas cultivadas em seus pomares e hortas.

Com a convivência com a população local e da região, Ademar conheceu um descendente de italianos que produzia cachaças em outro município da Região da Quarta Colônia e encantou-se por essa atividade.

Então nasceu a vocação da Valmar para produzir cachaças e licores finos de alta qualidade e elevado padrão de excelência em pequenos lotes cuidadosamente envelhecidos em barris de carvalho francês, carvalho americano, amburana e grápia. É nesse processo de envelhecimento que encontramos a essência dos produtos Valmar.


Foto - Ademar Silva Júnior.

Com elevado controle de qualidade em toda a cadeia de produção, desde o cultivo, seleção e preparo da cana, fermentação e destilação, condições controladas de envelhecimento, blends únicos em lotes de até 300 garrafas, produção anual de até 5.000 litros de cachaça branca, que é engarrafada após descansada em reservatórios de aço inox ou selecionada para iniciar os formidáveis lotes de envelhecimento.

A cachaça prata Valmar é ideal para a elaboração de caipirinhas e coquetéis e possibilita a releitura de vários coquetéis internacionais.

quarta-feira, 14 de julho de 2021

As cachaças gaúchas em 2021.

 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA divulgou na primeira quinzena de julho o Anuário da Cachaça e da Aguardente no Brasil em 2021, com os dados referentes aos estabelecimentos, marcas e produtos registrados no ano anterior de 2020 e legalmente autorizados à comercialização em todo o país.

 O Anuário 2021 identificou aumento de 6,8% do registro de produtores de cachaça de 894 para 955, no entanto os produtores de aguardentes tiveram queda de 3,5% de 357 para 345, com 169 estabelecimentos que produzem ambas as bebidas. No Brasil, as marcas de cachaça tiveram aumento de 18,5% e passaram de 4004 no anuário anterior para 4743 atualmente. As aguardentes, mesmo com a diminuição do número de produtores tiveram aumento de 11,3%, de 701 para 780 marcas. Somados os dois produtos são 5523 marcas comercializadas legalmente no Brasil.

A cachaça no RS em 2021.

Quanto à produção de cachaças:

- O Rio Grande do Sul caiu da quinta para a sexta posição com 44 (4,6%) dos estabelecimentos legalizados.

- No registro de marcas o RS está na quarta colocação com 324 (6,83%) e também em quarto lugar no registro de produtos com 240 (6,79%).

- Destaque para o município de Ivoti, principal polo produtor gaúcho, em terceiro lugar no registro de marcas com 119 (2,5%) e também terceiro lugar no registro de produtos com 72 (2,03%).

- Este município situado no Vale do Rio dos Sinos tem-se destacado a frente de regiões produtoras importantes e também pela qualidade das cachaças e premiações conquistadas.

- Na densidade de alambiques, destaque para o município gaúcho de Poço das Antas que está em segundo lugar no país com um alambique para cada 1051 habitantes.

- Em relação ao número de produtores por habitantes, são 3,86 estabelecimentos registrados para cada milhão de gaúchos, atualmente em 11,377 milhões.

A diferença entre o número de marcas e de produtos está relacionada à quantidade de marcas informadas para um mesmo número de registro de produto. Não há limite para a quantidade de marcas que um mesmo registro pode deter.


Colheita da cana para produção de cachaça no Vale do Rio Taquari no RS.


Aguardentes

Quanto à produção de aguardentes, o Rio Grande do Sul está na quinta posição com 23 (6,66%) dos 345 estabelecimentos legalizados. No registro de marcas também está na quinta colocação com 68 (8,71%) e no quarto lugar no registro de produtos com 45 (8,06%). Destaques para os municípios de Flores da Cunha com 4 (1,14%)  dos estabelecimentos legalizados e 10 (1,28%) das marcas e Não-Me-Toque com 8 (1,43%) dos produtos registrados.


sábado, 3 de julho de 2021

A arte e a cultura da tanoaria no Rio Grande do Sul.

Balcão produzido pelas Pipas Serval - Caxias do Sul/RS.

Assim como a cachaça, a tanoaria no Rio Grande do Sul também começou com os imigrantes, especificamente com os alemães.  Consta que na região do atual município de Ivoti em 1827 chegou Johannes Leuck vindo de Ungstein um vilarejo na região do Rio Reno na Alemanha onde fazia barris para vinhos. Ao chegar no RS dedicou-se ao cultivo de videiras e produzia seus próprios barris para armazenar sua produção. Atualmente a Família Leuck está na 7ª geração e continua fazendo barris e preservando a cultura tanoeira gaúcha.

Em um tempo em que não existiam dornas plásticas ou de inox para armazenar as cachaças e outras bebidas as dornas de madeiras eram a única solução tecnologicamente viável para se estocar este tipo de produto.  É aqui que surge um problema de logística: os carvalhos, madeiras seculares na confecção de barris, estão do outro lado do oceano, então onde conseguir madeiras que permitam armazenar estas quantidades grandes de bebidas e outros alimentos com segurança e eficiência?  A solução foram dornas de madeiras nativas, pois este era o recurso disponível em enormes árvores da Mata Atlântica. Obviamente que as fermentações também eram realizadas em dornas de madeiras.


Tanoaria Mesacaza - Monte Belo do Sul/RS.


Mas quais madeiras nativas os imigrantes usaram? Existem documentos que indicam que em 1850 na Colônia São Pedro - atual município de Dom Pedro de Alcântara no litoral norte gaúcho - foram produzidos 632 tonéis de 500 litros de cachaça. De que madeiras eram feitos estes tonéis? E que árvores dos vales e encostas dos rios os imigrantes italianos utilizaram a partir de 1875 quando ocuparam principalmente as serras gaúchas?

Não é possível afirmar com certeza, mas as madeiras que se tornaram tradicionais e que possuem todas as características necessárias à tanoaria são a grápia, a cabreúva, a canela sassafrás, a amburana, o angico e possivelmente utilizavam também ipês. Outras árvores certamente foram testadas, mas estas são as que apresentaram as características mais adequadas à construção de barris e armazenamento de cachaças e outras bebidas. Atualmente as tanoarias gaúchas trabalham com estas madeiras, carvalhos americanos e europeus, além de reformas, tostagens e revitalização de barris importados.


Tanoaria Leuck - Ivoti/RS.


Os imigrantes italianos a partir de 1875 desenvolveram muito a tanoaria gaúcha, inclusive dominavam técnicas mais apuradas com dornas e tonéis menores, que possibilitavam uma proteção maior e um armazenamento melhor e, portanto, uma qualidade mais apurada. Possivelmente foram os imigrantes italianos da Serra Gaúcha que iniciaram o uso sistemático do modelo bordalesa em adegas nos porões das casas onde armazenavam além de cachaça, vinhos, brandys e grappas. Existem várias tanoarias que tem descendentes de italianos como proprietários com várias gerações preservando esta arte da tanoaria, que ainda está bem presente na cultura dos povos que colonizaram o Rio Grande do Sul.

Atualmente algumas tanoarias, além dos barris tradicionais para o armazenamento de bebidas, utilizam a mesma técnica na produção de objetos decorativos, tinas de vários tamanhos, ofurôs, móveis provenientes de pipas antigas e até cabanas  que valorizam muito os espaços e ambientes aos quais são integrados.

Tanoarias gaúchas que localizamos durante a produção deste artigo.

Esta lista pode ser atualizada em qualquer tempo. Para isso, envie o nome, local e contato do empreendimento.

Tanoaria Mesacaza – Monte Belo do Sul/RS

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Serval Indústria de Pipas Ltda -  Caxias do Sul/RS

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Tanoaria Leuck – Ivoti/RS

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Tanoaria Monte Belo – Monte Belo do Sul/RS

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domingo, 20 de junho de 2021

Labrenta - Monte Belo do Sul/RS.

A Labrenta foi fundada em 1971 na região de Bassano del Grappa na Itália, uma região produtora de vinhos, grappa e azeite de oliva. Produz tampas personalizadas para produtos premium que exigem embalagens diferenciadas e desde então projeta soluções inovadoras ao mercado de bebidas com produtos de valor agregado, que atraem e transmitem o conceito de qualidade para o público através da embalagem e busca sempre fornecer a tampa correta para os produtos.

Em 2005 foi fundada no Brasil a sede produtiva da Labrenta com transferência da tecnologia italiana e a experiência de quem estava no mercado há mais de 30 anos. A experiência adquirida permite gerenciar todos os aspectos da produção com a segurança de quem domina as tecnologias disponíveis, conhece o mercado e sabe realmente como cada produto é único e que também requerem tampas exclusivas.



Isso Também é uma realidade para as cachaças e a Labrenta desde o município de Monte Belo do Sul atende a demanda dos produtores do Rio Grande do Sul e de todo o Brasil nos seus projetos de premiunização das suas marcas com projetos exclusivos e que agregam valor na percepção dos consumidores mais exigentes. A Labrenta atende a todo o mercado de bebidas destiladas premium do Brasil e também de diversos outros países latino americanos, com exportações e contratos com diversas marcas de destaque.

Labrenta é sensível às questões ambientais e tem consciência das suas responsabilidades para com o planeta e a vida. Em 2010 surgiu o Greencork, projeto em colaboração com o gabinete de arquitectura MCA & Partners com uma linha decorativa inteiramente em cortiça recomposta. A qualidade estética e a sustentabilidade ambiental tornam a coleção Greencorks única no panorama do design ecológico. a partir de 2012, A instalação de um sistema fotovoltaico de 100 quilowatts contribui com 30% das necessidades diárias de eletricidade da empresa.



"Temos uma alma verde que continuaremos alimentando graças às nossas inovações e compromissos assumidos com relação à proteção dos recursos naturais."

Labrenta na internet - Clique aqui.

Labrenta no Instagram - Clique aqui.


sábado, 5 de junho de 2021

Grappa e Destilados L'onore - Nova Pádua/RS.

No município de Nova Pádua na região da Serra Gaúcha, área colonizada em 1886 por imigrantes italianos do Vêneto, desde 2019 um novo empreendimento chama a atenção não apenas dos gaúchos, mas do país e do Mercosul.
Anderson Marostica produz a Grappa L’onore nas versões branca e envelhecida em carvalho francês. Também produz o L'onore London Dry Gin e licores de nozes e macela, uma planta nativa e muito apreciada no sul do país.

Esta História começa antes, há uns 60 anos quando o avô de Anderson, Pedro Marostica e seu pai começaram a produção de destilados na margem do Rio das Antas, mas alguns contratempos fizeram com que a produção fosse descontinuada, dedicando-se a família ao cultivo de videiras e outras culturas, sempre em sistema de agricultura familiar o que garantia autossuficiência e excedentes que eram utilizados na aquisição de outros produtos como instrumentos agrícolas, tecidos e produtos não disponíveis na comunidade como o café.



Anderson cresceu ouvindo esta saga e sempre sonhou em retomar o sonho dos antepassados de produzir a melhor grappa com a mesma qualidade das italianas. Então tomou a decisão e partiu para uma jornada de formação e capacitação para entender os métodos e técnicas de produção. Para isso e com a assessoria de um amigo italiano adaptou a estrutura de um alambique Santa Efigênia para produzir com o mesmo método utilizado na produção das melhores e mais conceituadas grappas, trazendo para o Brasil os mesmos conceitos aplicados pelos masters destillers italianos. O resultado é realmente surpreendente, com produtos de extrema qualidade e complexidade sensorial.

A grappa é uma bebida muito versátil e com aromas e sabores sofisticados, que possibilitam seu consumo pura, na gastronomia, na coquetelaria e também em harmonizações com charutos e sobremesas. Uma receita tradicional dos italianos é a grappa com café, geralmente consumida pela manhã, um hábito muito comum entre os italianos e os imigrantes e seus descendentes no Rio Grande do Sul.


Anderson com o avô Pedro Marostica. Fonte: O Florense.


Anderson conta com orgulho que seus produtos são o fruto de um trabalho intenso de pesquisa e de resgate da cultura italiana e das tradições familiares e que mesmo tendo iniciado as atividades no início da pandemia Covid-19, já conquistou consumidores fiéis e um público que tem reconhecido as suas bebidas como inovadoras e diferenciadas. “Às vezes se trabalha 18 horas por dia, pois a grappa requer muita mão de obra pesada, mas a satisfação é maior que o cansaço no fim da jornada.”

A grappa e os produtos L’onore são produzidos principalmente com matéria prima de uvas chardonnay, que transfere frescor e aromas florais, proveniente das vinícolas da região e os cuidados são intensos desde a armazenagem, transporte, tratamento e fermentação que utiliza leveduras selecionadas importadas da Itália, as mesmas utilizadas pelas melhores casas produtoras no Velho Continente.



A marca L’onore remete a um fato acontecido na Idade Média na atual cidade italiana de Marostica, de onde são provenientes os antepassados da família, quando uma bela dama chamada Lionora e filha do imperador local tinha dois pretendentes ao seu amor. Para decidir a questão construiu-se um enorme tabuleiro de xadrez em que se disputou uma partida com peças humanas para decidir o feliz ganhador. Assim as duas cores do elmo da logomarca representa os dois adversários e a disputa das peças brancas e pretas da épica partida de xadrez. O enorme tabuleiro ainda está presente na praça central da cidade italiana e agora a História está eternizada também nos Destilados L’onore da Região dos Altos Montes Gaúchos.

Grappa e destilados L’onore no Instagram clique aqui.