terça-feira, 12 de outubro de 2021

Ranking 2022 da Cúpula da Cachaça.

Símbolo oficial da Cúpula da Cachaça.

O Ranking é promovido a cada dois anos pela Cúpula da Cachaça, grupo formado por 11 profissionais e especialistas neste destilado brasileiro. O objetivo desta iniciativa é ampliar a visibilidade da cachaça e estimular a melhoria contínua da qualidade da produção. A 5ª edição do Ranking Cúpula da Cachaça iniciou no dia 03 de outubro e certamente é a mais democrática e abrangente avaliação do mercado brasileiro de destilados.

“O Ranking atesta a excepcional qualidade e a variedade incomparável que encontramos no setor de cachaça. É uma iniciativa que não pertence mais à Cúpula, tornou-se um patrimônio de todos os que estão envolvidos de alguma forma no mercado da cachaça”, afirma o presidente da Cúpula da Cachaça, Manoel Agostinho Lima Novo.

Desde a primeira edição em 2014 o ranking é organizado em três etapas. A primeira delas é a votação popular em que os consumidores escolhem livremente três cachaças diferentes acessando a página da Cúpula da Cachaça. As escolhas são individuais e só é possível votar uma vez. No Ranking de 2020 foram 33 mil votantes que elegeram 950 rótulos de cachaças de 16 Estados brasileiros e do Distrito Federal.

Imagem - Página da Cúpula da Cachaça.

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As 250 cachaças mais citadas formam a lista oficial das Cachaças Mais Queridas do Brasil. Esta relação das preferidas dos consumidores é enviada para 30 especialistas escolhidos entre os mais atuantes e com conhecimentos amplos e consolidados sobre o destilado nacional brasileiro. Eles terão em torno de 30 dias para selecionar as 50 cachaças finalistas do concurso.

A última fase do Ranking da Cúpula da Cachaça acontece na Cachaçaria Macaúva, em Analândia/SP, um local reconhecido no Brasil e no exterior pela excelente carta de cachaças e outros atrativos como a paisagem e a pousada anexa. Durante três dias os integrantes da Cúpula degustarão às cegas as 50 cachaças finalistas e avaliarão através de notas os atributos visuais, olfativos, gustativos e de personalidade.

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“As cachaças da terceira fase do Ranking serão divididas em três categorias: Inox, Armazenadas e Envelhecidas e Premium/ Extra Premium. Cada categoria terá o seu ranqueamento e uma cachaça campeã. O rótulo que tiver a maior nota entre as três categorias receberá ainda o título de Cachaça do Ano”, esclarece o presidente da Cúpula.

O resultado final do V Ranking Cúpula da Cachaça será publicado pelo Caderno Paladar do jornal Estado de São Paulo no dia 16 de março de 2022. As 50 cachaças finalistas terão direito a usar o selo do V Ranking Cúpula da Cachaça, um diferencial importante em um mercado que comporta 5,5 mil rótulos de cachaça.

Selo da Cúpula da Cachaça.

As atuais campeãs brasileiras do Ranking da Cúpula são a Cachaça Tiê armazenada em inox, a Leblon Signature Merlet entre as armazenadas/ envelhecidas, a Companheira Extra Premium na categoria Premium/Extra Premium que também foi considerada a Cachaça do Ano. Entre as cachaças gaúchas, quatro ficaram entre as 50 finalistas na edição 2020, a Casa Bucco Extra Premium, a Leandro Batista, a Weber Haus 7 Madeiras e a Weber Haus Extra premium 6 Anos.

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sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Gotas da Moenda - Santo Antônio da Patrulha/RS.

Gotas da Moenda no Instagram - Clique aqui

Os primeiros engenhos de cana-de-açúcar no Rio Grande do Sul surgiram no Século XVIII no local então denominado Posto da Guarda, atual município gaúcho de Santo Antônio da Patrulha, através dos colonizadores portugueses e das Ilhas dos Açores e da Madeira. A partir do século XIX, o município passou a ser ocupado também por imigrantes italianos, alemães e poloneses.

Santo Antônio da Patrulha é o primeiro município do Rio Grande do Sul e está relacionado historicamente com o cultivo da cana de açúcar e a fabricação dos seus derivados como açúcar mascavo, melado, rapaduras e claro, das mais saborosas cachaças. Esses produtos estão presentes nos eventos que divulgam Santo Antônio da Patrulha no Estado e em todas as atividades culturais do município. 

Situado neste Município, o Alambique Gotas da Moenda produz desde 2002 cachaças Prata, Envelhecidas, Extra Premium e licores. São produtos com a responsabilidade de representar a importância histórica da região litorânea gaúcha e do município pioneiro e por isso diferenciadas nos cuidados de produção que se manifestam também nos aromas e sabores originais das cachaças do litoral gaúcho.


Página Gotas da Moenda - Clique aqui


As cachaças Gotas da Moenda são produzidos tendo como matéria prima a cana-de-açúcar, cortada e despalhada manualmente e esmagada ainda no mesmo dia. O caldo é coado e decantado, o que garante uma excelente fermentação e destilação, tem seu teor de açúcar corrigido, é fermentado com todo o cuidado e destilado em alambique de cobre com um rigoroso controle de cortes e dos padrões de identidade e qualidade que possibilita a obtenção de um produto nobre, com características e aromas especiais.

Além das cachaças Prata, Envelhecida e Extra Premium 4 anos em carvalho, o alambique Gotas da moenda também produz licores de chocolate, chocolate com pimenta, ervas, figo, gengibre, laranja kinkan, menta e morango.


Arquitetura açoriana de Santo Antônio da Patrulha/RS. Imagem - Flickr.

Visite o litoral gaúcho e o alambique Gotas da Moenda em Santo Antonio da Patrulha, Terra da Cachaça e da Rapadura.

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Cachaças e bebidas destiladas gaúchas no Concurso de Vinhos e Destilados do Brasil.

As cachaças e bebidas destiladas produzidas no Rio Grande do Sul conquistaram 25 premiações no Concurso Vinhos e Destilados do Brasil em 2021. Este é o mais importante concurso do país neste segmento e tem como objetivos reafirmar a qualidade dos vinhos e bebidas destiladas brasileiras aos consumidores, elevar a visibilidade dos participantes e promover e ampliar a abertura de mercados às bebidas nacionais.

As bebidas destiladas gaúchas sempre apresentam uma boa performance nos concursos e desta vez também se destacaram, além das cachaças foram premiados brandys, gins, grappas, runs e licores, com quatro Medalhas Duplo Ouro, catorze Medalhas de Ouro e sete Medalhas de Prata.


Valdemiz Brandy XO safra 1975, Duplo Ouro.
Imagem - Página da Vinícola Monte Reale.


Entre os destaques com a Medalha Duplo Ouro estão o Brandy Valdemiz XO, safra 1975 da Vinícola Monte Reale de Flores da Cunha - Clique aqui e a cachaça Primavera, envelhecida em cabreúva e que é a primeira marca comercializada pela Weber Haus desde 1969 - Clique aqui


Primavera, primeira marca da Weber Haus, Duplo Ouro.
Imagem - Página da Weber Haus.

Medalhas Duplo Ouro

Valdemiz Brandy XO 1975 - Vinícola Monte Reale - Flores da Cunha/RS

Buteco do Jay Extra Premium 8 Anos - Weber Haus - Ivoti/RS

Bockorny Premium Amburana - Cachaçaria Bockorny - Ivoti/RS

Cachaça Primavera Cabreúva - Weber Haus - Ivoti/RS


Medalhas de Ouro

Bockorny Extra Premium 6 Anos Carvalho - Cachaçaria Bockorny - Ivoti/RS

Cachaça Casa Bucco - Casa Bucco - Bento Gonçalves/RS

Casa Bucco Bi Destilada - Casa Bucco - Bento Gonçalves/RS

Casa Bucco Envelhecida Carvalho - Casa Bucco - Bento Gonçalves/RS

Casa Bucco 8 Madeiras - Casa Bucco - Bento Gonçalves/RS

Grappa Envelhecida Casa Bucco - Casa Bucco - Bento Gonçalves/RS

Harmonie Schnaps Bálsamo - Cachaçaria Harmonie Schnaps - Harmonia/RS

Rafael Araújo Extra Premium 4 Anos Carvalho Americano - Weber Haus - Ivoti/RS 

Velho Pescador Extra Premium 5 Anos Carvalho - Weber Haus - Ivoti/RS

Weber Haus Canela Sassafrás - Weber Haus - Ivoti/RS

Weber Haus Premium Gold 4 Anos - Weber Haus - Ivoti/RS

Rum Señor Weber Blanco - Weber Haus - Ivoti/RS

Rum Señor Weber Oro - Weber Haus - Ivoti/RS

Licor de Creme Leite Weber Haus - Weber Haus - Ivoti/RS


Grappa Casa Bucco, Medalha de Ouro.
A grappa começa a ganhar destaque entre as bebidas destiladas.


Medalhas de Prata

Casa Bucco Extra Premium 6 Anos - Casa Bucco - Bento Gonçalves/RS

Harmonie Schnaps Blend 2 Madeiras - Cachaçaria Harmonie Schnaps - Harmonia/RS

Leandro Batista Envelhecida - Weber Haus - Ivoti/RS

The Way Gin - Cachaçaria Bockorny - Ivoti/RS

Antiqua Botanic Gin - Weber Haus - Ivoti/RS

Licor de Chocolate Weber Haus - Weber Haus - Ivoti/RS

Weber Haus Orgânica Envelhecida Amburana - Weber Haus - Ivoti/RS


Bockorny Extra Premium 6 Anos Carvalho, Medalha de Ouro.
Imagem - Página da cachaçaria Bockorny - Clique aqui

Todos os resultados do 20º Concurso Vinhos e Destilados do Brasil

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

As cachaças campeãs na 44ª Expointer.

A Expointer é considerada a maior feira do agronegócio, agroindústria e agricultura familiar da América Latina, realizada anualmente no Parque Assis Brasil na área urbana de Esteio no Rio Grande do Sul.

Neste ano de 2021 a 44ª edição retomou as atividades presenciais e fez todo o esforço para novamente apresentar o que existe de mais atual nestes setores fundamentais para a economia e o desenvolvimento do RS, do Brasil e do Mercosul.

Harmonie Schnaps - Destaque na 44ª Expointer.

Uma das atrações é o Concurso de Produtos da Agricultura Familiar que destaca os vários produtos com origem na agricultura familiar e orgânica do Rio Grande do Sul, sendo pré requisito à inscrição a legalidade e inspeção pela vigilância sanitária e a participação das famílias no Programa Estadual de Agroindústria Familiar - PEAF do Governo do Estado. Os produtos avaliados por especialistas em suas respectivas áreas são avaliados nas seguintes categorias: suco de uva integral, vinho tinto de mesa seco, vinho tinto fino seco, salames, queijo colonial, mel, cachaça Prata, cachaça Premium e cachaça Extra Premium.

Neste ano de 2021 o editor deste blog e das páginas sociais @rsnoalambique, Antonio Silvio Hendges, foi convidado pela Aprodecana, a associação gaúcha dos produtores de cana-de-açúcar e derivados e pelo Departamento de Agricultura Familiar do Estado para ser um dos avaliadores no segmento das cachaças e fica aqui registrado nosso agradecimento pela consideração e reconhecimento.


Ivandro Remus de Santa Tereza/RS e a premiada Velho Alambique.


Os resultados são aguardados como muita ansiedade pelos produtores que certamente todos tem excelentes produtos, mas a premiação da Expointer é como um reconhecimento de que estão integrados na agricultura familiar e orgânica de forma integral e sustentável. Fato é que todos os participantes e competidores dos concursos da Expointer merecem os parabéns ao serem reconhecidos como parte da agricultura familiar e orgânica, da educação e consumo, da economia circular, do consumo local e da qualidade sempre indispensável e inquestionável dos produtos com origem na agricultura familiar do Rio Grande do Sul.


Prata

1º - Harmonie Schnaps - Harmonia/RS

2º - 3 Fortuna - Muçum/RS

3º - Destilados Santin - Pinto Bandeira/RS


Premium

1º - Velho Alambique - Santa Tereza/RS

2º - Weber Haus - Ivoti/RS

3º - 3 Fortuna - Muçum/RS


Extra Premium

1º - Weber Haus - Ivoti/RS

2º - Harmonie Schnaps - Harmonia/RS

3º - Destilados Santin - Pinto Bandeira/RS


quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Cachaças gaúchas na Expocachaça 2021.

No concurso da Expocachaça deste ano o Rio Grande do Sul conquistou seis premiações:

Duas Medalhas de Ouro para as cachaças Buteco do Jay blend produzida pela Weber Haus e Maria João amburana produzida em Santa Rosa na Região Noroeste do RS, próximo da fronteira com a Argentina.


Buteco do Jay (Weber Haus) - Medalha de Ouro na Expocachaça 2021.


Maria João - Medalha de Ouro na Expocachaça 2021.

Duas Medalhas de Prata para as cachaças Buteco do Jay amburana e Rafael Araújo carvalho, ambas produzidas pela Weber Haus em Ivoti na Rota Romântica.


Rafael Araújo (Weber Haus) - Medalha de Prata na Expocachaça 2021.


Buteco do Jay amburana (Weber Haus) - Medalha de Prata na Expocachaça 2021.

Duas Medalhas de Mérito Sensorial para as cachaças Harmonie Schnaps prata e amburana produzidas em Harmonia no Vale do Rio Caí.


Harmonie Schnaps - Mérito Sensorial na Expocachaça 2021.

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Cachaças e licores Valmar - Restinga Seca/RS.

Foto - Ademar Silva Júnior.

As cachaças e licores Valmar  são produzidos na histórica região da Quarta Colônia da imigração italiana na área central do Rio Grande do Sul, em uma pequena propriedade rural com a mesma denominação da marca situada no município de São João do Polêsine.

Com origem no Mato Grosso do Sul, Ademar Silva Junior, ao desempenhar atividades na localidade gaúcha de Recanto Maestro conheceu uma região ímpar em sua exuberância e encantos peculiares.

Adquiriu a propriedade que é a sede da Valmar e inicialmente dedicou-se à produção de licores e geleias com sabores extraídos de frutas e plantas cultivadas em seus pomares e hortas.

Com a convivência com a população local e da região, Ademar conheceu um descendente de italianos que produzia cachaças em outro município da Região da Quarta Colônia e encantou-se por essa atividade.

Então nasceu a vocação da Valmar para produzir cachaças e licores finos de alta qualidade e elevado padrão de excelência em pequenos lotes cuidadosamente envelhecidos em barris de carvalho francês, carvalho americano, amburana e grápia. É nesse processo de envelhecimento que encontramos a essência dos produtos Valmar.


Foto - Ademar Silva Júnior.

Com elevado controle de qualidade em toda a cadeia de produção, desde o cultivo, seleção e preparo da cana, fermentação e destilação, condições controladas de envelhecimento, blends únicos em lotes de até 300 garrafas, produção anual de até 5.000 litros de cachaça branca, que é engarrafada após descansada em reservatórios de aço inox ou selecionada para iniciar os formidáveis lotes de envelhecimento.

A cachaça prata Valmar é ideal para a elaboração de caipirinhas e coquetéis e possibilita a releitura de vários coquetéis internacionais.

quarta-feira, 14 de julho de 2021

As cachaças gaúchas em 2021.

 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA divulgou na primeira quinzena de julho o Anuário da Cachaça e da Aguardente no Brasil em 2021, com os dados referentes aos estabelecimentos, marcas e produtos registrados no ano anterior de 2020 e legalmente autorizados à comercialização em todo o país.

 O Anuário 2021 identificou aumento de 6,8% do registro de produtores de cachaça de 894 para 955, no entanto os produtores de aguardentes tiveram queda de 3,5% de 357 para 345, com 169 estabelecimentos que produzem ambas as bebidas. No Brasil, as marcas de cachaça tiveram aumento de 18,5% e passaram de 4004 no anuário anterior para 4743 atualmente. As aguardentes, mesmo com a diminuição do número de produtores tiveram aumento de 11,3%, de 701 para 780 marcas. Somados os dois produtos são 5523 marcas comercializadas legalmente no Brasil.

A cachaça no RS em 2021.

Quanto à produção de cachaças:

- O Rio Grande do Sul caiu da quinta para a sexta posição com 44 (4,6%) dos estabelecimentos legalizados.

- No registro de marcas o RS está na quarta colocação com 324 (6,83%) e também em quarto lugar no registro de produtos com 240 (6,79%).

- Destaque para o município de Ivoti, principal polo produtor gaúcho, em terceiro lugar no registro de marcas com 119 (2,5%) e também terceiro lugar no registro de produtos com 72 (2,03%).

- Este município situado no Vale do Rio dos Sinos tem-se destacado a frente de regiões produtoras importantes e também pela qualidade das cachaças e premiações conquistadas.

- Na densidade de alambiques, destaque para o município gaúcho de Poço das Antas que está em segundo lugar no país com um alambique para cada 1051 habitantes.

- Em relação ao número de produtores por habitantes, são 3,86 estabelecimentos registrados para cada milhão de gaúchos, atualmente em 11,377 milhões.

A diferença entre o número de marcas e de produtos está relacionada à quantidade de marcas informadas para um mesmo número de registro de produto. Não há limite para a quantidade de marcas que um mesmo registro pode deter.


Colheita da cana para produção de cachaça no Vale do Rio Taquari no RS.


Aguardentes

Quanto à produção de aguardentes, o Rio Grande do Sul está na quinta posição com 23 (6,66%) dos 345 estabelecimentos legalizados. No registro de marcas também está na quinta colocação com 68 (8,71%) e no quarto lugar no registro de produtos com 45 (8,06%). Destaques para os municípios de Flores da Cunha com 4 (1,14%)  dos estabelecimentos legalizados e 10 (1,28%) das marcas e Não-Me-Toque com 8 (1,43%) dos produtos registrados.


sábado, 3 de julho de 2021

A arte e a cultura da tanoaria no Rio Grande do Sul.

Balcão produzido pelas Pipas Serval - Caxias do Sul/RS.

Assim como a cachaça, a tanoaria no Rio Grande do Sul também começou com os imigrantes, especificamente com os alemães.  Consta que na região do atual município de Ivoti em 1827 chegou Johannes Leuck vindo de Ungstein um vilarejo na região do Rio Reno na Alemanha onde fazia barris para vinhos. Ao chegar no RS dedicou-se ao cultivo de videiras e produzia seus próprios barris para armazenar sua produção. Atualmente a Família Leuck está na 7ª geração e continua fazendo barris e preservando a cultura tanoeira gaúcha.

Em um tempo em que não existiam dornas plásticas ou de inox para armazenar as cachaças e outras bebidas as dornas de madeiras eram a única solução tecnologicamente viável para se estocar este tipo de produto.  É aqui que surge um problema de logística: os carvalhos, madeiras seculares na confecção de barris, estão do outro lado do oceano, então onde conseguir madeiras que permitam armazenar estas quantidades grandes de bebidas e outros alimentos com segurança e eficiência?  A solução foram dornas de madeiras nativas, pois este era o recurso disponível em enormes árvores da Mata Atlântica. Obviamente que as fermentações também eram realizadas em dornas de madeiras.


Tanoaria Mesacaza - Monte Belo do Sul/RS.


Mas quais madeiras nativas os imigrantes usaram? Existem documentos que indicam que em 1850 na Colônia São Pedro - atual município de Dom Pedro de Alcântara no litoral norte gaúcho - foram produzidos 632 tonéis de 500 litros de cachaça. De que madeiras eram feitos estes tonéis? E que árvores dos vales e encostas dos rios os imigrantes italianos utilizaram a partir de 1875 quando ocuparam principalmente as serras gaúchas?

Não é possível afirmar com certeza, mas as madeiras que se tornaram tradicionais e que possuem todas as características necessárias à tanoaria são a grápia, a cabreúva, a canela sassafrás, a amburana, o angico e possivelmente utilizavam também ipês. Outras árvores certamente foram testadas, mas estas são as que apresentaram as características mais adequadas à construção de barris e armazenamento de cachaças e outras bebidas. Atualmente as tanoarias gaúchas trabalham com estas madeiras, carvalhos americanos e europeus, além de reformas, tostagens e revitalização de barris importados.


Tanoaria Leuck - Ivoti/RS.


Os imigrantes italianos a partir de 1875 desenvolveram muito a tanoaria gaúcha, inclusive dominavam técnicas mais apuradas com dornas e tonéis menores, que possibilitavam uma proteção maior e um armazenamento melhor e, portanto, uma qualidade mais apurada. Possivelmente foram os imigrantes italianos da Serra Gaúcha que iniciaram o uso sistemático do modelo bordalesa em adegas nos porões das casas onde armazenavam além de cachaça, vinhos, brandys e grappas. Existem várias tanoarias que tem descendentes de italianos como proprietários com várias gerações preservando esta arte da tanoaria, que ainda está bem presente na cultura dos povos que colonizaram o Rio Grande do Sul.

Atualmente algumas tanoarias, além dos barris tradicionais para o armazenamento de bebidas, utilizam a mesma técnica na produção de objetos decorativos, tinas de vários tamanhos, ofurôs, móveis provenientes de pipas antigas e até cabanas  que valorizam muito os espaços e ambientes aos quais são integrados.

Tanoarias gaúchas que localizamos durante a produção deste artigo.

Esta lista pode ser atualizada em qualquer tempo. Para isso, envie o nome, local e contato do empreendimento.

Tanoaria Mesacaza – Monte Belo do Sul/RS

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Serval Indústria de Pipas Ltda -  Caxias do Sul/RS

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Tanoaria Leuck – Ivoti/RS

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Tanoaria Monte Belo – Monte Belo do Sul/RS

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