No caso das bebidas destiladas, estas também circularão com
a isenção dos impostos que no caso brasileiro sobre os destilados europeus
variava entre 20% e 35% com média em torno de 28%. Por exemplo, um whisky que
entrava no Brasil a R$ 150,00 entrará por R$ 108,00; uma vodka que entrava por
R$ 80,00 entrará por R$ 57,60. Ou seja, haverá uma redução do preço das bebidas
destiladas importadas do bloco europeu. E
também uma variedade muito maior de bebidas, marcas e produtos em circulação. Isso
também vale para vinhos e espumantes.
E as cachaças de alambique brasileiras, como ficam nesta nova conjuntura econômica? De maneira geral há uma euforia entre os produtores embora não se realizaram debates, avaliações e estudos prévios e amplos com base em dados econômicos, geopolíticos e mercadológicos sobre os impactos deste acordo para o setor. Ou seja, é uma euforia mais com base em expectativas que em análises estruturais concretas. Claro que a cachaça também estará livre de impostos para entrar no bloco europeu e nos outros países do Mercosul, onde o Paraguai (em volume) e Uruguai (em valor agregado) já são importadores significativos. Será capaz de competir em preços, serviços e volume com as bebidas importadas?
