segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Cinco curiosidades sobre a cachaça gaúcha.


Fermentation tanks in a sugar mill in Colônia São Pedro.


A partir deste artigo, as publicações do blog RS no alambique serão bilíngues em português e inglês.

Os açorianos No Brasil, a produção da cachaça se inicia com a colonização portuguesa ainda no Século XVI e expande-se no ritmo das conquistas territoriais, mas no Estado do Rio Grande do Sul somente no Século XVIII com a colonização dos Açorianos é que tem início a sua introdução. Os primeiros engenhos e possivelmente alambiques chegaram em 1770, trazidos pelos irmãos Manoel e Antônio Nunes Benfica que se instalaram em um local denominado Posto da Guarda, atual município de Santo Antônio da Patrulha. As primeiras mudas de cana de açúcar, trazidas da Ilha da Madeira em 1773 por Domingos Fernandes Lima, que instalou um engenho nas margens da Lagoa da Pinguela na Estância da Serra, no atual município de Osório, possibilitaram a produção da cachaça e outros produtos derivados da cana, como o melado, o açúcar e rapaduras.

 Os alemães A colonização alemã no RS iniciou-se em 1824 e a partir de 1827 os imigrantes protestantes se instalaram em Três Forquilhas e os católicos na Colônia São Pedro, atuais municípios de Torres e Dom Pedro de Alcântara no litoral norte do Estado. Estes aprenderam com os açorianos a cultivar e utilizar a cana de açúcar que se tornou um dos principais cultivos. A destilação da cachaça iniciou-se em 1829 ou 1830 aproveitando a experiência anterior dos alemães na produção de um destilado de batatas denominado schnapps. Em 1850 a escala de produção já era significativa, com a produção em Três Forquilhas de 91 tonéis e em Colônia São Pedro de 632 tonéis de 500 litros. Nestas duas áreas, a cachaça tornou-se o principal derivado da cana. Atualmente várias marcas mantêm as influências destes colonizadores.

Os italianos Em 1875 iniciou-se a colonização italiana no RS e os imigrantes se fixaram em áreas que lembravam geograficamente e no clima o país de origem, nas regiões serranas onde passaram a desenvolver a agricultura, plantar videiras e destilarem a grappa, um derivado do bagaço fermentado da uva. Colônia Nova Milano atual município de Farroupilha, Colônia Conde D’Eu atual Garibaldi e Colônia Nova Isabel atual Bento Gonçalves são os núcleos originais. Logo após a instalação, os imigrantes começaram a desenvolver o cultivo da cana de açúcar e com a experiência adquirida na destilação da grappa (ou graspa) a produção de cachaça e de outros derivados da cana, que se tornaram essenciais nas relações econômicas e de sobrevivência das novas colônias.

Os tropeiros Os Tropeiros foram os principais responsáveis pelo transporte e distribuição das mercadorias no interior do Brasil durante mais de duzentos anos, do fim do Século XVII até o início do Século XX, aproximadamente de 1695 até 1930. Muitas cidades atuais foram fundadas ao longo dos caminhos das tropas formadas por muares, animais de carga resistentes que percorriam grandes distâncias. Um dos produtos transportados era a cachaça, consumida nas áreas rurais, mas também nas vilas e cidades. Alguns tropeiros distribuíam especialmente a cachaça e ficaram famosos pela qualidade e cuidados. Um destes tropeiros foi o gaúcho Bento Albino, grande conhecedor das regiões interioranas e das trilhas da serra e do litoral. Atualmente os seus descendentes, em sua homenagem, produzem a marca Bento Albino no município de Maquiné.

A Aprodecana Atualmente, a Associação dos Produtores de Cana de Açúcar e Seus Derivados do Rio Grande do Sul – Aprodecana, é a representante dos produtores gaúchos de todas as regiões do Estado. Atua desde 1999, responsável pela marca institucional  Alambiques Gaúchos que promove a cachaça no Brasil e no mercado externo em diversos países como a Alemanha, Canadá, China, Estados Unidos e Inglaterra. A produção orgânica, em sistema de agricultura familiar torna a cachaça gaúcha um produto regional diferenciado, que utiliza os processos mais modernos ao mesmo tempo em que valoriza os aspectos históricos e culturais das suas origens.

Visite os alambiques gaúchos e conheça a história, as tradições, e a qualidade das cachaças, da agricultura familiar e dos produtos tradicionais do Rio Grande do Sul.

Antonio Silvio Hendges, editor do blog RS no alambique, professor de biologia, pós-graduação em auditorias ambientais, assessoria, consultoria e cartas de cachaças e bebidas destiladas gaúchas para bares, restaurantes e eventos. Email: as.hendges@gmail.com


Five curiosities about the Rio Grande do Sul cachaça.

 
Old cachaça aging cask. Exposition in Weber Haus, Ivoti/RS.
As from now on the publication in the blog RS no Alambique wil be bilingual, in English and Portuguese.

The Azorean Immigrants In Brazil, the cachaça production started with the Portuguese colonization in the XVI century and expanded in the rhythm of the territorial conquests. In the State of Rio Grande do Sul it began only in the XVIII century with the Azorean immigrants. The firsts sugar mills and probably stills arrived here in 1770, brought by the brothers Manuel and Antônio Nunes Benfica, who settled in a place denominated Posto da Guarda, today the municipality of Santo Antônio da Patrulha. The sugarcane seedlings brought from Madeira Island in 1773 by Domingos Fernandes Lima, who installed a sugar mill in the margins of the Lagoa da Pinguela in Estância da Serra, currently the town of Osório, enabled the cachaça production and others sugarcane products, such as molasses, sugar and rapadura.

The German ImmigrantsThe German colonization in Rio Grande do Sul began in 1824. In 1827, the Protestant immigrants settled in Três Forquilhas and the Catholics settled in Colônia São Pedro, today the municipalities of Torres and Dom Pedro Alcântara in the north coast of the Rio Grande do Sul State. They learned with the Azorean how to cultivate and use the sugarcane, which became one of the main crops. The cachaça distillation began in 1829 or 1830 utilizing the previous experience they had in the schnapps (a potato distillate) production. In 1850 the production scale was already significant. It was of 91 barrels in Três Forquilhas and of 632 barrels, each one with 500 liters, in Colônia de São Pedro. In both areas, the cachaça became the main sugarcane product. Today, several brands are influenced by these immigrants.

The Italian immigrants In 1875, the Italian colonization started in the State of Rio Grande do Sul. They settled in regions that remembered geographically and had similar climate to their origin country, in the mountainous areas, where they began  developing agriculture, planting vines and distilling grappa, a derivative from the fermented grape bagasse. Colônia Nova Milano, currently the municipality of Farroupilha, Colônia Conde D’Eu, today Garibaldi and Colônia Nova Isabel, present municipality of Bento Gonçalves are the original colonization cores. Right after the installation, the immigrants started cultivating sugarcane and with the acquired experience in grappa (or graspa) distillation, they produced cachaça and others sugarcane products, which became essential in the economic and survival relations of the new colonies.

The Tropeiros The tropeiros were responsible for the merchandises transportation and distribution in the Brazilian countryside during more than two centuries, from the end of the XVII century to the beginning ot the XX century, approximately, from 1695 to 1930. Many present cities were founded along the tropeiros paths, which were traveled by mules, resistant pack animals. One of the transported products was the cachaça, consumed in rural areas, villages and cities. Some tropeiros as specialized in the cachaca distribution and become famous by providing quality product. One of these tropeiros were Bento Albino, who knew very well the countryside regions, mountains and coast tracks. Today, in his honour, the cachaça brand Bento Albino is produced by his descendants, in the municipality of Maquiné.

The tropeiros.
AprodecanaNowadays the Associação dos Produtores de Cana e Seus Derivados do Rio Grande do Sul - Aprodecana is the representative of the Rio Grande do Sul producers throughout the state. Since 1999, it has been responsible for the institutional brand Alambiques Gaúchos, which promotes cachaça in Brazil and in several countries, such as Germany, Canada, China, United States and England. Organic production, in family farming system, makes Rio Grande do Sul cachaça a differentiated regional product, which uses the the most modern processes at the same time that values the historical and cultural aspects of its origins.

Visit the artisanal cachaça producers of Rio Grande do Sul and learn about the history, the traditions, the quality of cachaça, the family farming and the traditional products.

Antonio Silvio Hendges, blog RS no Alambique editor, biology teacher, postgraduate in Environmental Auditing, advisory, consulting and Rio Grande do Sul cachaça and others distillated beverages menus for bars, restaurant and events. Email: as.hendges@gmail.com

English Version: Gustavo Carvalho Hendges. Email: gc.hendges@gmail.com

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Feliz 2019 com as cachaças gaúchas.

Há dois anos, o blog RS no alambique começou as suas viagens etílicas pelo universo das cachaças e das bebidas destiladas no Estado do Rio Grande do Sul. Neste período, divulgamos praticamente todas as atividades importantes em que as cachaças e destilados do RS foram protagonistas, inclusive os vários prêmios conquistados pelas marcas gaúchas na Expocachaça, no Concurso Internacional de Bruxelas, na Expointer, maior feira agroindustrial e da agricultura familiar da América Latina, além das visitas que realizamos nos alambiques, aos produtores e cachaçarias gaúchas.

Destacamos as cachaças gaúchas produzidas em praticamente todas as regiões do Estado, mas também as outras bebidas destiladas produzidas no RS. O lançamento do gin orgânico WH 48 da Weber Haus foi um dos pontos altos das bebidas destiladas do RS, projetando ainda mais os produtos gaúchos no contexto nacional e internacional da coquetelaria.

Além das informações sobre as atividades dos alambiques gaúchos, o blog destacou receitas, aspectos históricos da cachaça no Rio Grande do Sul e o sabor de história que acompanha seu consumo, os aspectos ambientais e a importância da água na produção e consumo, enfatizando a produção das cachaças orgânicas e informando os leitores para que façam as melhores escolhas de consumo.

Em 2019, RS no alambique continuará destacando as cachaças e os produtores gaúchos, ampliando as parcerias, as atividades, a comunicação e com certeza os leitores que já tem este blog como referência quando se trata de produtos destilados e da gastronomia gaúcha.

Obrigado aos produtores parceiros, aos que nos receberam em suas atividades e empreendimentos, bares, restaurantes e eventos, aos trabalhadores da cachaça e aos nossos leitores. Todos estão convidados para continuarmos juntos em 2019.

Feliz 2019, com muita cachaça de alambique orgânica produzida pela agricultura familiar do Rio Grande do Sul.

 RS no alambique, saúde!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Harmonie Schnaps no Clube CN.


2018 foi o ano das cachaças gaúchas no Clube CN, o maior clube de assinatura de cachaças atualmente em atividade, organizado pela Cachaçaria Nacional. Cinco marcas de cachaças produzidas no RS chegaram aos mais de mil associados em todo o Brasil.

Neste mês de dezembro, mais um presente para todos os apreciadores associados ao Clube CN: as cachaças de amburana e bálsamo da Harmonie Schnaps, produzidas no município de Harmonia, no Vale do Rio Caí, na região turística conhecida como Rota Romântica no Rio Grande do Sul. Área geográfica do Estado onde predominam os descendentes dos imigrantes alemães, com micro climas e solos férteis que favorecem o cultivo da cana de açúcar e a produção de cachaças de qualidade e diferenciadas como a Harmonie Schnaps.

Produzida desde 2004 pelos sonhos, liderança e capacidade empreendedora de Leandro Augusto Hilgert que retomou uma antiga tradição familiar, a Harmonie Schnaps que em alemão significa Cachaça da Harmonia tem muitos prêmios nacionais e internacionais, na Expocachaça, na Expointer que é a maior feira agroindustrial da América Latina realizada anualmente no RS e no Concurso Mundial de Bruxelas. No ano de 2018 a Harmonie Schnaps esteve em evidência em todos os concursos que participou com premiações máximas em várias das suas cachaças.

Lançamento

O bálsamo enviado aos associados do Clube CN é o novo lançamento da Harmonie Schnaps em 2018, expandindo o catálogo dos seus produtos e disponibilizando aos apreciadores mais uma cachaça envelhecida nesta madeira tradicional e que certamente vai agradar aos paladares dos apreciadores.

Harmonie Schnaps - Harmonia/RS.

Vídeo de apresentação da Harmonie Schnaps clique aqui.

Para acessar a página e conhecer todos os produtos da Harmonie Schnaps clique aqui.

Antonio Silvio Hendges, editor do blog RS no alambique, professor de biologia, pós graduação em auditorias ambientais, certificado pela Escola da Cachaça, assessoria, consultoria e cartas de cachaças gaúchas para bares, restaurantes e eventos. Email: as.hendges@gmail.com

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Weber Haus no 2º Concurso Nacional de Rabo de Galo.


Um dos drinks que ganharam destaque nos últimos anos é o Rabo de Galo que como a caipirinha é genuinamente brasileiro, com a cachaça e o vermute como ingredientes básicos. O 2º Concurso Nacional de Rabo de Galo no dia 03 de dezembro no Leques Brasil Hotel Escola em SP teve apoio de várias marcas de cachaças, instituições como o IBRAC – Instituto Brasileiro da Cachaça, confrarias e a participação de 41 bartenders e mixologistas de todo o país.

A Weber Haus apoiou e participou do evento com o bartender Rafael Câmara de Porto Alegre e ficou em terceiro lugar, o que representa muito considerando que o Rabo de Galo é um drink muito mais conhecido e consumido em São Paulo, onde surgiu e tem seu principal centro de inovações e divulgação. Rafael utilizou na receita além das cachaças Weber Haus Extra Premium 6 Anos e Canela Sassafrás, um bitter de erva mate, remetendo aos hábitos de consumo diário do chimarrão pelos gaúchos. Também utilizou café, uma bebida 100% nacional como a cachaça.

Faça você mesmo a receita de Rabo de Galo do Rafael Câmara:

- 40 ml de cachaça Weber Haus Extra Premium 6 anos
- 20 ml de cachaça Weber Haus Canela Sassafrás
- 40 ml de vermute tinto
- 7,5 ml de café gelado
- 4 gotas de bitter de erva mate

Bartender Rafael Câmara
- Para conhecer detalhes e as outras receitas premiadas no 2º Concurso Nacional de Rabo de Galo clique Aqui.

- Para conhecer a origem do drink Rabo de Galo clique aqui.

 RS no alambique, saúde!

terça-feira, 6 de novembro de 2018

A Aprodecana e o Clube da Cachaça dos Alambiques Gaúchos.


A Aprodecana/RS é a Associação dos Produtores de Cana de Açúcar e Seus Derivados do Estado Rio Grande do Sul. Fundada em 1999 por um grupo de produtores do setor, tem como objetivo representar e defender os interesses econômicos e políticos dos associados, organizando e articulando ações que destaquem e valorizem a cachaça gaúcha e outros produtos derivados da cana como o açúcar mascavo, a rapadura, o melado, o caldo de cana e o vinagre de cana. Os associados da Aprodecana aprimoram a qualidade, aliando a tecnologia com a tradição dos produtos gaúchos.

Recentemente a Aprodecana lançou o seu site oficial onde são divulgadas as atividades e informações da associação e da produção gaúcha dos derivados da cana. Também foi lançado o Clube da Cachaça dos Alambiques Gaúchos, apresentando uma carta de cachaças das marcas associadas. Os participantes do clube terão vantagens na aquisição de produtos unitários ou de pacotes, com descontos exclusivos e atendimento personalizado.


No Clube da Cachaça dos Alambiques Gaúchos estão disponíveis várias marcas de todas as regiões do RS: Água de Arcanjo (Maquiné), 3 Fortuna (Muçum), Bento Albino (Maquiné), Belvedere (Augusto Pestana), Bockorny (Ivoti), Casa Bucco (Bento Gonçalves), Casa Buchmann (Presidente Lucena), Da Chica (Porto Alegre), Harmonie Schnaps (Harmonia), Jozé Jozé (Santa Cruz do Sul), Velho Alambique (Santa Tereza), Weber Haus (Ivoti), Maria João (Santa Rosa), Serigote (Caxias do Sul), Seiva Missioneira (Caibaté), e Perau Velho (Santa Maria).

Entre em contato com a Aprodecana e conheça os produtos derivados da cana produzidos no Rio Grande do Sul - Clique aqui.
Aprodecana no Facebook – Clique aqui.
Alambiques Gaúchos no Facebook – Clique aqui.
Telefone – 051 9 8594 6785.

Antonio Silvio Hendges, editor do blog RS no alambique, certificado pela Escola da Cachaça, professor de biologia, pós-graduado em auditorias ambientais, assessoria, consultoria e cartas de cachaças gaúchas para bares, restaurantes e eventos. Email: as.hendges@gmail.com

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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Da Chica: mais uma gaúcha no Clube CN.


O veneno e o antídoto: Cachaça da Chica.
Clube CN é um produto da Cachaçaria Nacional com mais de mil participantes em todo o Brasil. Todos os meses os sócios recebem duas cachaças selecionadas por especialistas, receitas de pratos para harmonização e drinks elaborados com as cachaças escolhidas. Neste ano, as cachaças gaúchas estão em destaque pela quarta vez com a Cachaça da Chica que chegará para todos os associados neste mês de outubro.


A Da Chica tem como base a cachaça Weber Haus produzida em Ivoti/RS, mas se diferencia desta marca por uma proposta própria, utilizando ervas, flores, frutas e raízes para criar uma linha de produtos exclusivos em embalagens diferenciadas que se destacam pela beleza, bom gosto e identificação com o público jovem. A Da Chica existe desde 2002 e foi lançada durante a realização do 1º Fórum Social Mundial em Porto Alegre, tornando-se posteriormente reconhecida pela qualidade e características sensoriais diferenciadas e exclusivas.


Neste mês, os assinantes do Clube CN terão acesso ao “veneno” prata, armazenada em amburana por 45 dias e o “antídoto” envelhecida em carvalho por quatro anos. Esta brincadeira está relacionada às embalagens exclusivas em forma de caveira e de vidro de medicamento antigo, trazendo uma ideia inovadora em termos de apresentação dos produtos e remetendo aos boticários e laboratórios antigos, com um visual muito interessante para as coleções dos assinantes.


Vídeo de apresentação da Cachaça Da Chica Clique aqui.


Vídeo de análise sensorial da Cachaça Da Chica Clique aqui.


Outras cachaças gaúchas que participaram do Clube CN em 2018: Bento AlbinoVelho Alambique e Weber Haus. Clique para entrar nos sites das marcas.

Antonio Silvio Hendges, editor do blog RS no alambique, certificado pela Escola da Cachaça, professor de biologia, pós graduado em auditorias ambientais, assessoria, consultoria e cartas de cachaças gaúchas para bares, restaurantes e eventos. Email: as.hendges@gmail.com

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